terça-feira, 6 de setembro de 2016

Olá,
Hoje finalmente fui dar entrada no Departamento de Tecnologia da Informação da  
Universidad Pompeu Fabra (UPF). Saí de casa, peguei dois metrôs e rapidinho cheguei.
 Super fácil, não dá pra se perder de jeito nenhum. O sistema funciona bem e é muito bem sinalizado. Quem curte arquitetura fica encantado com os prédios.
Estes aqui tem uma harmonia massa com o verde e com a parte antiga da cidade.


                                                                           
 
Por dentro também é muito legal. O engraçado é que as portas se confundem tanto com as paredes que eu tive dificuldade de saber como entrar no banheiro. Vc olha, olha e não acredita que tem uma porta alí (hehehe...).

                                                                      

Aqui estou na sala de PHD researchers do Departamento de Tecn da Informação. Assim que me apresentei, fui apresentado ao diretor do departamento. Bati um papo por um tempo razoável com ele sobre o que eu iria fazer por lá. Depois me levaram pra conhecer a minha mesa de trabalho. Também ganhei um cartão de acesso eletrônico, que abre a porta principal do prédio, a porta da minha sala e que também abre algumas outras portas do andar. O massa é que tudo ocorreu sem muita burocracia. Em nenhum momento me pediram identificação, passaporte, etc. Cheguei lá me apresentei e pronto! Mas também se vc mentir está ferrado! Eu acho que é assim mesmo que deve ser.

Bem, depois de trabalhar até umas 19:00h. Voltei pra casa, dormi um pouco e cá estou trabalhando de novo. Louvei a Deus hoje por cada minuto vivido e pela graça que ele tem me concedido. Vou trabalhando e esperando em Deus. Um bjão!

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Bom dia,

Aqui são 11:35 da manhã e eu acabei de acordar. Lunes (segunda-feira) de muito calor. Fui dormir às 4:00h da madruga tentando terminar um artigo (vou ter que terminar hoje). Também vou me apresentar à universidad Pompeu Fabra. Muita expectativa e tensão.
Ontem assisti ao Show de Jurandir Santana e depois voltei correndo para trabalhar. O show foi massa, muita música boa.


Depois bati um papao rápido com Jurandir e fiquei de marcar com ele pra ir a um Luthier encomendar um violão. Acho que estou aprendendo mais sobre o Brasil fora dele do que vivendo o dia a dia aí.
Valeu, vou trabalhar mais um pouco e depois vou à universidade.
Um abraço!



domingo, 4 de setembro de 2016

Bom dia,

Estou inaugurando meu diário da minha jornada cientifico-cultural-autoantropofágica em Barcelona.
Hoje é o meu quarto dia na cidade.
Acordei às 8:00h. Hoje o meu relógio biológico começou a voltar ao normal, já que no segundo dia acordei 11:00h da manhã com a sensação de que eram 7:00h!
Comecei o dia batendo um longo papo com Francia Lima e a outra Senhora que mora na casa, uma figurinha de 1,50 m da República das Flipinas. Foi mais ou menos uma hora de espanhol entre três não-espanhóis: um brasileiro, uma filipina e uma dominicana. Foi massa pois meu espanhol que era nulo já está dando pra bater um papo em que todos se entendiam bem (eu acho).
Meu inglês também não anda tão mal. Já pedi informação, fiz piadinha (e a pessoa riu), comprei em uma loja de informática pedindo mil e uma informações sobre o produto. Quero ver segunda feira na universidade. Lá o nível tem que ser outro. Vou pela graça!
Agora vou voltar para meu artigo. Quero ver se dá tempo de ir ao show com Jurandir Santana, Lenine e outros. Vai ser uma espécie de Brazilian Day aqui em Barcelona.
Um beijo!



domingo, 30 de junho de 2013


Fiquei devendo uma postagem sobre os shows que assisti na 11a edição do festival Rio das Ostrasde jazz & blues, que aconteceu no período de 29.05 a 02.06.2013, no maravilhoso balneário fluminense de Rio das Ostras. É a segunda vez que vou a este festival, e é importante que as pessoas fiquem sabendo desse tipo de evento pois , no país não existem muitos eventos com esse, daí é importante divulgar. Então vou dividir um pouco dessa minha experiência aqui no blog.

Só pra se ter uma ideia,  esse festival reúne cerca de 30 mil pessoas, com 29 shows em quatro palcos e mais de 60 horas de boa música, e tudo isso de graça!

Aqui é o palco da praça São Pedro:



Palco da praia de Costa Azul:

Palco da Lagoa do Iriri;

Palco da Praia da Tartaruga:



Vejam a seguir as atrações que assisti e um breve comentário sobre os shows.


Stanley Clarke fez um show focado no baixo acústico, mostrando várias possibilidades desse instrumento. Apresentou sua pesquisa de técnica tirando sons de um modo não-convencional, mas mostrou também suas composições consagradas.

Scott Henderson veio com uma formação de trio, com Travis Carlton no baixo e Alan Hertz na bateria. Tocou um repertório focado em seu trabalho solo e algumas da fase Tribal Tech. O timbre que Henderson tem buscado nada lembra o da sua fase fusion, e o que eu ouvi nos shows foi uma textura sonora crua, bastante blues-rock-jazz e jazz experimental. Henderson não fez um show para o grande público, tanto que a reação do público foi respeitosa, porém não tão entusiasmada. Mas para mim foi um dos melhores do festival.

Lucky Peterson e Tamara Peterson fizeram um show de Blues dançante com muita energia  e empatia com o público. Peterson mostrou virtuosismo no órgão e na guitarra blues. Vale a pena conhecer melhor essa dupla.


Vernon Reid trouxe um repertório fusion com ênfase no soul e blues-rock. Achei que ele teve problemas com o som. Particularmente o som que ele tirou nesse show não me agradou muito. Também achei o fraseado de Vernon pouco adequado para essa proposta de repertório, que é bem diferente do trabalho dele com o living colour. Maya Azucena foi uma grande revelação pra mim e colaborou muito no trabalho de Vernon.

Christian Scott é um jovem e  virtuoso trompetista de jazz, e veio acompanhado de uma super banda, um quarteto formado por Lawrence Fields (piano), Luques Curtis (baixo), Corey Fonville (bateria), Braxton Cook (saxofone), todos eles jovens negros com idade de, no máximo 22 anos. No repertório modern jazz e bebop, sem concessões fusion. Improvisações de altíssimo nível, e temas autorais de muita complexidade. Vocês ainda vão ouvir falar muito nesse cara!   

Will Calhoun (bateria) e Donald Harrison (sax), fizeram um show maravilhoso. Pra mim o melhor do festival, pois trouxe uma concepção musical de alto nível, técnica leve e virtuosa, pesquisa sonora com influências afro-latinas, experimentalismo eletrônico, e improvisações fantástica.


 Sem dúvida essa edição do festival foi em homenagem aos baixistas, e Victor Wooten foi uma dessas estrelas do universo da clave de fá. Wooten veio com uma formação bem peculiar: Victor Wooten (baixo), Steve Bailey (baixo), Anthony Welington (baixo), Dave Welsch (baixo, teclado e trumpete), Derrico Watson (bateria) e Krystal Peterson (vocal). O show foi concebido para causar o máximo de empatia com o público, e teve um repertório instrumental funk-fusion com muita energia, e algumas canções conhecidas da platéia, onde Wooten pode mostrar toda sua técnica e musicalidade.

 Leo Gandelman tem um repertório jazz-pop bastante consagrado e trouxe como diferencial a participação de Charlie Hunter, que desenvolveu a incrível técnica de tocar guitarra e baixo ao mesmo tempo, de forma independente. Foi um show light para o público curtir.


 Byu Sintesis mostrou uma de concepção big band, com arranjos muito bem elaborados e um som de metais espetacular.

Arthur Maya trouxe uma banda super jovem, de um projeto que ele participa no Rio, como ele próprio falou, uma seleção sub 20. O destaque foi um jovem cego pianista muito bom. Arthur Maia é um grande músico, que tem um som de baixo soberbo, não fica atras de nenhum cara estrangeiro.

Diego Figueiredo foi o representante do violão brasileito no festival. Particularmente não gostei do som que ele tirou nesse festival. Achei que foi por culpa do técnico de som mesmo. Tirar som de violão acústico não é tarefa muito fácil mesmo.  Diego fez um show pra galera e achei que ele exagerou um pouco nesse objetivo. Sem duvida ele toca muito, mas o repertório escolhido foi muito redundante nesse objetivo de agradar o grande público.

 

Por último dois guitarristas que não tocaram no palco principal, mas fiz questão de assistir.
Fernando Vidal  é conhecido por tocar com artistas como Ed Motta, Beto Guedes, Cássia Eller, Zélia Duncan, contudo mostrou um trabalho apenas regular como guitarrista instrumantal.

Já Mauro Hector trouxe um show vibrante de blues-rock-fusion, onde dele tirou um som espetacular de guitarra, mostrando um domínio técnico e improvisações de alto nível.



quinta-feira, 9 de maio de 2013

Robert Glasper: 

Renovação, poesia e sofisticação




Estou sempre buscado novidades na cena jazzistica, e naturalmente, sempre mirando na direção de novos guitarristas. Ontem ao ler comentários a respeito de um vídeo no youtube do guitarrista Jonathan Kreisberg, uma pessoa citou nomes de músicos que, no ponto de vista dele, representariam uma renovação na cena jazzistica atual. Imediatamente fui conferir alguns deles e tive uma grata surpresa ao ouvir esse jovem pianista. A primeira coisa que me chamou atenção em Robert Glasper foi sua técnica leve, suave e aveludada no piano acústico, seguida de sofisticado raciocínio harmônico. Ao assistir esse vídeo pude notar o seu virtuosismo, buscando caminhos modernos e resoluções inteligentes ao improvisar. A sua maneira de fazer escolhas nos arranjos e no repertório, também me agradou muito. Destaque para um convidado, um jovem cantor de jazz, que é uma figura com timbre, afinação, pegada e imagem bem diferentes do que se costuma ver nesse gênero musical. Eu gostei muito.   

quinta-feira, 2 de maio de 2013


NonSense é um blog para expressão de meu ponto de vista a respeito de música e generalidades. O que é Nonsense pra mimpra você pode fazer todo sentido. Vale a pena ler, vale a pena pensar, vale a pena viver e buscar sentido.